Mercado financeiro reduz previsão de inflação para 3,95% em 2026

A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil em 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi revisada para baixo. A nova estimativa é de 3,95%, uma redução em relação aos 3,97% projetados anteriormente. A informação consta no Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central.

Para os anos seguintes, as projeções se mantêm estáveis: 3,8% para 2027, e 3,5% para 2028 e 2029. A redução na previsão da inflação para 2026 ocorre pela sexta semana consecutiva e coloca a expectativa do mercado dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (entre 1,5% e 4,5%).

Em janeiro, a inflação oficial do mês fechou em 0,33%, mesmo índice de dezembro, influenciada pela alta nos preços da conta de luz e da gasolina. O acumulado de 2025 ficou em 4,44%, também dentro da meta.

Taxa Selic pode começar a cair em março

A taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano, é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Apesar do recuo inflacionário e da desvalorização do dólar, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve os juros inalterados pela quinta vez consecutiva em sua última reunião. Contudo, o Copom sinalizou que poderá iniciar o ciclo de cortes em março, caso a inflação permaneça sob controle e não surjam imprevistos no cenário econômico.

As expectativas do mercado apontam para uma queda da Selic para 12,25% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a projeção é de novas reduções, chegando a 10,5% e 10% anuais, respectivamente. Em 2029, a taxa básica de juros deve atingir 9,5% ao ano.

A elevação da Selic visa conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, o que pode desacelerar a economia. Por outro lado, a redução dos juros tende a baratear o crédito, incentivando a produção e o consumo, o que pode diminuir o controle sobre a inflação e estimular a atividade econômica.

Economia brasileira e câmbio

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 permanece em 1,8%. Para 2027, a estimativa também é de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029, o mercado financeiro prevê uma expansão de 2% ao ano.

A economia brasileira registrou um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, resultado considerado de estabilidade pelo IBGE, impulsionado pela indústria e agropecuária. O PIB de 2025 como um todo fechou com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão e a maior alta desde 2021.

A cotação do dólar para o final de 2026 está estimada em R$ 5,50, mesmo patamar previsto para o fim de 2027.

Com informações da Agência Brasil