CNI e setores industriais acompanham com atenção decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que acompanha com “atenção e cautela” os desdobramentos da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar tarifas sobre produtos importados, impostas globalmente pelo ex-presidente Donald Trump. Segundo a CNI, a suspensão das tarifas adicionais de 10% e 40% sobre produtos brasileiros poderia gerar um impacto de US$ 21,6 bilhões nas exportações para os EUA.

Impacto no comércio brasileiro

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a “relevante parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos”, ressaltando o significado de uma medida como essa para o comércio brasileiro. A decisão da Suprema Corte derruba tarifas impostas com base na International Emergency Economic Powers Act (Ieepa).

No entanto, outras tarifas, como as da seção 232 da Trade Expansion Act (relacionadas à segurança nacional, como aço e alumínio) e as aplicadas a “práticas consideradas desleais”, permanecem em vigor.

Setores celebram alívio, mas alertam para novas medidas

Indústria do café comemora fim de taxações

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) manifestou posicionamento favorável à decisão, que reforça a segurança jurídica. O presidente da Abic, Pavel Cardoso, ressaltou que medidas unilaterais geram incertezas e que previsibilidade e regras claras são fundamentais para o setor.

Plástico e pescado veem oportunidade

A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) considera a decisão um alívio relevante ao eliminar parte da imprevisibilidade. A associação, contudo, acompanha atentamente a possibilidade de novas tarifas globais anunciadas por Trump.

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) recebeu a notícia com otimismo, projetando um aumento de até 100% nas exportações de pescados para os EUA, com destaque para a cadeia da tilápia.

Têxtil acompanha com cautela e defende diálogo

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) acompanha a decisão com cautela e ressalta que os EUA são o principal destino das exportações brasileiras do setor. A Abit defende diálogo e previsibilidade no comércio internacional.

Com informações da Agência Brasil