
Novas diretrizes federais para fibromialgia no SUS
O Governo Federal anunciou recentemente um conjunto de novas diretrizes para ampliar o tratamento da fibromialgia no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa busca aumentar a visibilidade da síndrome e oferecer novas oportunidades de cuidado aos pacientes.
A fibromialgia afeta entre 2,5% e 5% da população brasileira, caracterizada por dores constantes generalizadas sem ligação com lesões ou inflamações. Segundo o reumatologista José Eduardo Martinez, a dor é acompanhada frequentemente por fadiga, alterações no sono e distúrbios cognitivos.
Diagnóstico e sintomas da fibromialgia
O diagnóstico da fibromialgia é clínico, baseado na descrição dos sintomas pelo paciente e no reconhecimento médico. Não existem exames específicos, sendo essencial a avaliação de um reumatologista para descartar outras condições.
Os sintomas comuns incluem:
- Dor constante no corpo
- Fadiga e falta de energia
- Formigamento nas mãos e pés
- Problemas de sono (insônia, apneia)
- Sensibilidade aumentada a estímulos
- Alterações de humor (depressão, ansiedade)
- Dificuldades de memória e concentração
Reconhecimento como deficiência e benefícios legais
Em julho de 2025, a Lei 15.176/2025 reconheceu a fibromialgia como deficiência, garantindo direitos como cotas em concursos, isenção de impostos na compra de veículos adaptados e acesso a benefícios como aposentadoria por invalidez e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Tratamento multidisciplinar no SUS
O Ministério da Saúde implementou um planejamento estruturado para o tratamento da fibromialgia no SUS, com foco em capacitação de profissionais e abordagens multidisciplinares. Isso inclui fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional.
A atividade física regular é um importante aliado, assim como tratamentos não farmacológicos. A colaboração entre reumatologistas e outros especialistas, como psiquiatras e psicólogos, é fundamental para um cuidado integral.
Com informações da Agência Brasil







