
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) oficializou, em Tefé, a Vigilância Baseada em Eventos Comunitários como estratégia estadual permanente. A iniciativa visa reduzir o tempo de resposta a possíveis riscos à saúde, após resultados positivos em 2025 nas cidades de Tefé, Tabatinga e Parintins.
Comunidade como aliada na detecção precoce de riscos
Nesta abordagem, a população não precisa realizar notificações formais, mas pode sinalizar situações que chamam atenção. Professores, por exemplo, podem identificar alunos com sintomas gripais e informar aos profissionais de saúde. A equipe técnica verifica a informação e, se necessário, realiza a notificação oficial, prevenindo surtos e agravamento de doenças.
Ampliação do olhar sobre a saúde pública
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou que a vigilância baseada em eventos amplia a percepção sobre os riscos à saúde. “Diferentemente do modelo tradicional, essa abordagem não depende exclusivamente da notificação formal no sistema, mas também leva em conta outros canais, como a mídia, a própria comunidade, escolas e lideranças locais. Isso permite que a resposta seja mais oportuna e articulada, fortalecendo a prevenção e reduzindo impactos maiores”, explicou.
Integração e fortalecimento da vigilância
A secretária municipal de saúde de Tefé, Lecita Marreira, ressaltou a importância da integração entre estado, municípios e instituições parceiras. Durante o encontro em Tefé, representantes da vigilância epidemiológica estadual, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e dos municípios de Tabatinga, Parintins e Tefé compartilharam experiências bem-sucedidas.
Exemplo para o Brasil
O consultor nacional da OPAS, Carlos Frank, considerou a vigilância baseada em comunidades um marco para a saúde pública brasileira. “Essa junção de dados de qualidade é muito útil para os gestores da rede pública na tomada de decisões. Tefé está dando ao Brasil um verdadeiro exemplo de como obter esses dados em tempo oportuno, para que a saúde tenha condições de reagir de forma rápida e eficaz”, afirmou.
Protagonismo de Tefé na estratégia
Tefé foi pioneiro na adesão e execução da estratégia. A comunidade escolar tem sido fundamental, com professores e gestores recebendo orientações para identificar sinais de alerta, como o aumento de casos de síndrome gripal. As informações são registradas e encaminhadas à vigilância, que articula com as unidades básicas de saúde para monitoramento e intervenções. A identificação rápida de sinais permite intensificar medidas de higiene, orientar afastamentos temporários e promover comunicação clara com as famílias, evitando pânico.
Com informações da Agência Amazonas







