
O julgamento do Caso Débora chegou ao quinto dia neste domingo, em Manaus, consolidando-se como um dos mais longos e técnicos já realizados pelo Tribunal do Júri no Amazonas. O processo é presidido pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, que conduz as sessões com rigor diante da complexidade do caso.
Débora desapareceu em julho de 2023 e foi encontrada morta dias depois em uma área de mata na Zona Leste da capital amazonense. Na época, ela estava grávida, e tanto sua morte quanto a do bebê que esperava foram confirmadas. Os acusados respondem pelo crime de homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Além disso, respondem pelos crimes conexos de aborto provocado por terceiros e ocultação dos cadáveres da vítima e do nascituro. Todos permanecem presos preventivamente desde o início das investigações.
Neste quinto dia de julgamento, o Ministério Público do Estado do Amazonas apresenta as provas e os argumentos que sustentam o pedido de condenação dos réus. Entre os representantes da acusação está o promotor de Justiça André Epifânio Martins, que atua na sustentação da tese ministerial perante o Conselho de Sentença. Simultaneamente, as defesas buscam contestar as acusações, apresentando suas teses em favor dos acusados.
A expectativa é que o julgamento seja concluído ainda neste domingo. No entanto, existe a possibilidade de que os trabalhos avancem até segunda-feira, caso seja necessário ajustar o cronograma. O caso chama atenção pela elevada complexidade técnica, pelo grande volume de provas e pela longa duração dos debates, reforçando a seriedade com que vem sendo conduzido pela Justiça amazonense.







