
As contas externas do Brasil apresentaram um saldo negativo de US$ 8,360 bilhões em janeiro de 2026, um resultado inferior ao déficit de US$ 9,809 bilhões registrado no mesmo período de 2025. A melhora é atribuída principalmente ao aumento de US$ 2,1 bilhões no superávit comercial, impulsionado pela redução generalizada das importações.
Melhora no Comércio Exterior
A queda nas importações reflete a desaceleração da atividade econômica no país. Paralelamente, o déficit na venda de serviços diminuiu em US$ 581 milhões. No entanto, o déficit em renda primária, que inclui pagamentos de juros e lucros de empresas, aumentou em US$ 1,3 bilhão.
Transações Correntes em 12 Meses
No acumulado de 12 meses até janeiro de 2026, o déficit em transações correntes somou US$ 67,551 bilhões, representando 2,92% do Produto Interno Bruto (PIB). Este valor é menor que os US$ 72,421 bilhões (3,35% do PIB) registrados no período encerrado em janeiro de 2025.
Investimentos Diretos no País (IDP)
O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, destacou que as transações correntes mostram uma tendência de redução do déficit em 12 meses desde setembro de 2025. O déficit externo está sendo bem financiado por capitais de longo prazo, especialmente pelo Investimento Direto no País (IDP).
Em janeiro de 2026, o IDP alcançou US$ 8,168 bilhões, superior aos US$ 6,708 bilhões de janeiro de 2025. Esse tipo de investimento é considerado o mais vantajoso para cobrir déficits externos, pois é direcionado ao setor produtivo e geralmente de longo prazo.
Nos 12 meses até janeiro de 2026, o IDP acumulou US$ 79,137 bilhões (3,42% do PIB), indicando a solidez da economia brasileira, segundo Rocha. Esse montante é superior aos US$ 77,676 bilhões (3,41% do PIB) do mês anterior e aos US$ 72,798 bilhões (3,37% do PIB) do período encerrado em janeiro de 2025.
Investimentos em Carteira e Reservas
Os investimentos em carteira registraram uma entrada líquida de US$ 8,867 bilhões em janeiro, o maior valor desde julho de 2018. No acumulado de 12 meses, esses investimentos somaram US$ 24,9 bilhões.
O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 364,367 bilhões em janeiro, um aumento de US$ 6,134 bilhões em relação ao mês anterior.
Detalhes da Balança Comercial e Serviços
As exportações de bens em janeiro de 2026 totalizaram US$ 25,282 bilhões, com uma leve redução de 1,2% em relação a janeiro de 2025. As importações caíram 10%, somando US$ 21,766 bilhões.
A balança comercial apresentou um superávit de US$ 3,516 bilhões em janeiro de 2026, contrastando com o superávit de US$ 1,396 bilhão no mesmo mês de 2025.
O déficit na conta de serviços foi de US$ 3,972 bilhões em janeiro de 2026, uma redução de 12,8% em comparação com os US$ 4,553 bilhões de janeiro de 2025. No entanto, o déficit na conta de viagens internacionais aumentou 48,4%, devido à queda nas receitas de estrangeiros e ao aumento das despesas de brasileiros no exterior.
O déficit em renda primária chegou a US$ 8,312 bilhões em janeiro de 2026, um aumento de 18,7% em relação ao ano anterior. A conta de renda secundária, por sua vez, registrou um superávit de US$ 408 milhões.
Com informações da Agência Brasil







