Inflação do aluguel tem queda de 0,73% em fevereiro, aponta IGP-M

IGP-M desacelera e registra deflação em fevereiro

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), frequentemente chamado de “inflação do aluguel”, apresentou uma queda de 0,73% em fevereiro. Este resultado reverte a alta de 0,41% observada em janeiro, marcando uma desaceleração nos preços. Com a variação negativa, o índice acumula uma queda de 0,32% no ano e de 2,67% nos últimos 12 meses.

Análise dos componentes do IGP-M

A queda no IGP-M foi influenciada principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que recuou 1,18% em fevereiro, contrastando com a alta de 0,34% em janeiro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também desacelerou, registrando 0,30% em fevereiro, inferior aos 0,51% de janeiro. Cinco das oito classes de despesa do IPC apresentaram recuos, incluindo Alimentação e Saúde e Cuidados Pessoais.

Desempenho do IPC em fevereiro

Entre os grupos que compõem o IPC, Alimentação variou de 0,66% para 0,17%, Saúde e Cuidados Pessoais de 0,60% para 0,12%, Educação, Leitura e Recreação de 1,38% para 0,72%, Transportes de 0,71% para 0,53% e Vestuário de -0,16% para -0,43%. Em contrapartida, Habitação, Despesas Diversas e Comunicação tiveram aumentos em suas taxas de variação.

Custos da construção civil em desaceleração

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou uma alta de 0,34% em fevereiro, desacelerando em relação aos 0,63% registrados no mês anterior. O grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,35% para 0,30%, enquanto o grupo Serviços aumentou de 0,25% para 0,36%. A Mão de Obra, que teve forte alta em janeiro (1,03%), diminuiu para 0,39% em fevereiro.

Fatores que impulsionaram a queda

Segundo o economista da FGV, André Braz, a expressiva queda no IPA foi puxada pela retração nos preços de commodities importantes como minério de ferro (-6,92%), soja (-6,36%) e café (-9,17%). O economista destacou que a desaceleração no varejo ocorreu pela perda de força nas altas das mensalidades escolares, e na construção civil, pela menor inflação da mão de obra.

Com informações da Agência Brasil