Operação contra grupo ligado ao PCC em SP e SC prende duas pessoas e bloqueia R$ 1,1 bilhão

Uma operação policial deflagrada em São Paulo e Santa Catarina resultou na prisão de duas pessoas e no bloqueio de bens avaliados em até R$ 1,1 bilhão. O grupo é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e crimes fiscais, com ligações diretas com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

PCC como plataforma de lucros

Segundo o delegado Fernando David, titular da 3ª Divisão de Investigações Gerais (DIG), o PCC tem atuado como uma “plataforma de serviços” para empresários que buscam aumentar seus lucros de forma ilícita. A investigação revelou que vendas de produtos eletrônicos eram realizadas por uma plataforma principal, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada, que serviam como contas de passagem. As notas fiscais, por sua vez, eram emitidas por outras companhias.

Asfixia financeira e confusão patrimonial

O promotor Ivan Agostinho, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), explicou que o objetivo da operação é a “asfixia financeira” das organizações criminosas. A investigação comprovou uma sistemática confusão patrimonial, com o intuito de fraudar o fisco, credores e o sistema judiciário. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que, em apenas sete meses, houve a movimentação de ao menos R$ 1,1 bilhão, gerando uma discrepância significativa entre o fluxo de caixa real e o patrimônio auditável das empresas operacionais.

Bloqueio de bens e valores

O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), do MPSP, obteve o sequestro de valores que podem chegar a R$ 1,1 bilhão. Entre os bens já identificados e bloqueados estão R$ 25 milhões em imóveis de luxo, veículos, dezenas de contas bancárias em nome de laranjas e diversas aplicações financeiras. Crimes fiscais identificados na operação serão comunicados aos órgãos competentes para as devidas providências.

Com informações da Polícia Civil de São Paulo e MPSP