
Novo serviço do Ministério da Saúde busca atender crescente demanda por ajuda contra o vício em bets.
O Ministério da Saúde, por meio do SUS, iniciou um serviço de teleatendimento gratuito voltado para pessoas com compulsão por apostas online. A medida surge como resposta a um problema crescente que gera perdas econômicas e sociais significativas para o país, estimadas em R$ 38,8 bilhões anualmente.
A decisão de implementar o teleatendimento foi motivada pela baixa procura espontânea por ajuda presencial, muitas vezes devido ao constrangimento ou dificuldade em admitir o problema. O serviço busca oferecer um espaço reservado, seguro e acessível para o cuidado.
Capacitação de profissionais e plano de cuidado integrado.
Em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Ministério da Saúde está capacitando profissionais da área para oferecerem esse atendimento especializado. Cerca de 13 mil profissionais já se inscreveram em um curso com 20 mil vagas oferecidas, e 1,5 mil já concluíram a formação.
O objetivo principal deste plano de cuidado é, sempre que possível, solucionar a compulsão através do teleatendimento. Caso contrário, o paciente será direcionado para a Rede de Atenção Psicossocial para receber o suporte adequado.
Plataforma de Autoexclusão Centralizada oferece bloqueio de sites de apostas.
Como parte das ações governamentais, o governo federal também disponibilizou a Plataforma de Autoexclusão Centralizada. Lançada em dezembro passado, a ferramenta permite que apostadores que desejam combater o vício solicitem o bloqueio em sites de apostas.
A plataforma, acessível pelo endereço gov.br/autoexclusaoapostas, com conta gov.br nível prata ou ouro, possibilita a escolha do período de bloqueio: dois meses, seis meses ou indeterminado. Mais de 300 mil pessoas já utilizaram a ferramenta para reduzir sua exposição ao risco.
O Ministro Padilha destacou que a autoexclusão permite identificar o cartão SUS do usuário e seu vínculo com a Unidade Básica de Saúde, facilitando o encaminhamento rápido para tratamento em casos de graves riscos à saúde mental.
Com informações da Agência Brasil







