
Concentração de poluentes no ar ultrapassa limites em todo o país
A maioria das substâncias poluentes no ar do Brasil ultrapassou os limites intermediários de concentração admissíveis pela Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Apenas o monóxido de carbono (CO) e o dióxido de nitrogênio (NO₂) registraram poucas ultrapassagens pontuais, como no Maranhão, onde o CO excedeu o limite em 18% dos dias registrados pela estação Santa Bárbara.
Poluentes em alta e em baixa
O ozônio (O₃) apresentou um aumento médio de 11% nas medições de 2024, com maiores concentrações em Minas Gerais, mas também detectado no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia.
O monóxido de carbono (CO) teve uma tendência de aumento de 17%, especialmente no Rio Grande do Sul, com registros também no Rio de Janeiro e Pernambuco.
O dióxido de nitrogênio (NO₂) mostrou uma tendência de alta de até 22% no Rio de Janeiro, com elevação também em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.
O dióxido de enxofre (SO₂) registrou um aumento de 16% no Espírito Santo, com variações positivas observadas no Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Em contrapartida, o material particulado fino (MP2.5), conhecido por sua alta penetração no organismo, apresentou uma tendência de redução de até 8,4% em estações de São Paulo.
Já o material particulado inalável (MP10), composto por partículas maiores, atingiu a maior tendência de aumento, 8%, em uma estação escolar em Minas Gerais.
Avanços e desafios na gestão da qualidade do ar
O relatório do Ministério do Meio Ambiente (MMA) destaca a necessidade de fortalecer os planos estaduais de gestão da qualidade do ar, com estratégias integradas de controle de emissões e expansão das redes de monitoramento.
O país conta com 570 estações de monitoramento da qualidade do ar, um aumento de 19% em relação a 2023 e 44% em comparação a 2022. No entanto, o relatório aponta limitações no envio de informações pelos estados ao Sistema Nacional de Gestão da Qualidade do Ar (MonitorAr), com 21 estações sem status informado e 75 inativas.
JP Amaral, gerente de natureza do Instituto Alana, ressalta que as falhas no envio de dados podem subnotificar relatórios anteriores. Ele considera o relatório um avanço na governança nacional do setor, impulsionado pela Política Nacional de Qualidade do Ar.
Para Amaral, é fundamental a implementação da resolução do Conama, a atualização do Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar) e o estabelecimento de parâmetros para níveis críticos de poluição, além de planos de contingência para picos de poluição.
Com informações da Agência Brasil







