Estudo aponta necessidade de políticas públicas para apoiar mulheres na menopausa no Brasil

Um estudo recente aponta a urgência da criação e implementação de políticas públicas no Brasil voltadas para a menopausa. A pesquisa, que contou com a colaboração da médica Fabiane Berta de Sousa, ressalta que os sintomas físicos e psicológicos dessa fase, quando não tratados, geram vulnerabilidades significativas para as mulheres, especialmente no âmbito profissional e familiar.

Impactos no trabalho e na família

Segundo a pesquisadora, a menopausa não tratada pode levar à insustentabilidade das relações profissionais, afetando diretamente o núcleo familiar. Mulheres, frequentemente arrimo de família, encontram-se em posições frágeis no mercado de trabalho, e o afastamento por questões de saúde acarreta maior pressão previdenciária e social.

Saúde mental e menopausa precoce

As consequências dos sintomas não tratados se estendem à saúde mental, aumentando o risco de desenvolvimento de Alzheimer, depressão e outros transtornos. O estudo também menciona o fenômeno da menopausa precoce, associado ao estilo de vida atual, e a necessidade de maior atenção das redes públicas diante do envelhecimento populacional.

Necessidade de mapeamento e ações

O documento defende um mapeamento nacional sobre a menopausa para compreender a realidade brasileira. A ausência de políticas públicas estruturadas gera custos para a saúde, a Previdência e a produtividade nacional. Dados internacionais indicam custos anuais bilionários e queda de rendimentos para as mulheres afetadas. No Brasil, estima-se que 29 milhões de mulheres estejam nessa fase, com 87,9% apresentando sintomas e apenas 22,4% buscando tratamento.

Reconhecimento e cuidado institucional

“Tratar a menopausa como política pública não significa patologizar o envelhecimento feminino, mas reconhecê-lo como etapa legítima do ciclo de vida que demanda cuidado, informação e proteção institucional”, afirma o estudo.

Maior atenção do Ministério da Saúde

Em evento recente, a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, destacou um aumento na atenção à saúde da mulher no contexto do envelhecimento populacional. Ela mencionou a participação ativa de um grupo de mulheres na menopausa em um fórum promovido pelo ministério, indicando um crescente reconhecimento da importância do tema.

Com informações da Agência Brasil